A mãe descabelada e o pente que sempre some

Se tem uma coisa mais difícil de manter na linha do que meus três filhos é o meu CABELO. Sério, acho que sou a mãe mais descabelada de todos os tempos, incluindo Curitiba e Região Metropolitana.

Hoje de manhã, apesar de termos acordado no horário, é sexta-feira, dia do caos na escola das crianças, pelo menos para mim. Isso porque é dia de aula de balé, e as meninas precisam ir vestindo a roupa completa de bailarina, o que inclui fazer um coque em cada uma. Agora imagine que se minhas habilidades com meu cabelo já são “mode” quase zero, fazer algo no cabelo alheio, ainda mais quando a pessoa não fica quieta, é um desafio quase como escalar o Aconcágua.

Além do balé, do coque e do dia do brinquedo, eu ainda tenho que colocar o uniforme na mochila da escola, para trocarem depois do balé e ainda pensar em um lanche. Ou seja, a ultima coisa que eu vou lembrar é de pentear o meu cabelo antes de ir para o trabalho. As vezes meu marido me lembra: “Mari, tá parecendo uma doida, vai pentear este cabelo”.

Se você acha pouco, vou te falar a pior de todas…. os pentes na minha casa simplesmente SOMEM! Todas as manhãs a pergunta é a mesma: ONDE ESTÁ O bendito PENTE! Outro dia comprei um pacote com três pentes para substituir um velho, já desdentado. Sabe o que aconteceu? Os três novos sumiram e o que sobrou é o banguela, que, claro, também tem de ser procurado todas as manhãs.

O resultado? Este você já deve ter visto ao cruzar comigo no trânsito, na porta da escola, ou ainda, se é meu colega de trabalho: uma louca varrida, vagando pela cidade completamente descabelada.

Então se você me encontrar e

não sou eu... mas é mais ou menos assim que me sinto quando lembro que estou descabelada...

não sou eu… mas é mais ou menos assim que me sinto quando lembro que estou descabelada…

meu cabelo estiver naqueles dias, olhe para mim com compaixão e pense: “Tadinha, hoje é daqueles dias em que ela não conseguiu encontrar o pente”!

O sarcasmo infantil e a criança que faz piada com tragédia

Minha filha Rebeca é mesmo uma figura. Se eu ainda tinha alguma dúvida, hoje, voltando da escola, mais uma vez, ficou bem claro essa qualidade da garotinha.

Entramos no carro, e como de costume, ela me contou o “evento” do dia na escola. A história de hoje foi um pouco trágica. Um amigo dela, não se sabe como, caiu e bateu o queixo na mesa. Pelo jeito a coisa foi grave, pois ele não voltou para a sala, e disse a Rebeca que saiu MUITO sangue do corte. Acredito que devem ter levado o menino para tomar pontos.

 Até aí, tudo dentro da “normalidade”. Então ela me perguntou: “Mãe, sabe que música nós cantamos hoje antes do lanche?” Eu respondi que era aquela básica de sempre…. “meu lanchinho…meu lanchinho… ” Ela deu risada e disse assim: “Não mãe, foi essa ó: MATEUSZINHO BRANQUINHO, PELA CADEIRA ROLOU… CATCHUP VIROU, CATCHUP VIROU” .

Confesso que ri da criatividade dela. Pior que foi ela quem inventou a música e convidou os amigos para cantar junto com ela. Acho que criei uma monstrinha! hahahahahah

Vida de irmã mais velha

Hoje a Rebeca acordou achado que era muito ruim ser irmã mais velha. Chegou no meu quarto e anunciou: “Não quero mais ser irmã mais velha”. Perguntei o motivo, mas eu já sabia. Acho que estamos dando atenção de mais para a dupla mais nova.

A gangue se divertindo em cima do carro!

A gangue se divertindo em cima do carro!

Para tentar convence-la, comecei a enumerar as vantagens que ela terá no futuro. “Filha, você vai ser a primeira a poder dirigir o carro do papai e da mamãe, vai ser a primeira a poder ir ao shopping sozinha

com as amigas, vai ser a primeira a ganhar mesada, será a primeira a poder tantas coisas”. Mas, ela só r

espondia que não, não e não.

Então a Bianca, que é fominha até nessas horas, levantou a mãozinha e começou a dizer sem parar: “Eu

quero, eu quero, eu quero”. Então eu sugeri para a Rebeca que trocasse de lugar com a Bianca. Perguntei o que ela achava da ideia e ela me diz com uma voz totalmente adolescente “AAnnnnnhhhhhh, péssima ideia, mãe”.

Acho que na hora ela deve ter lembrado como a Bianca é ditadora. Sempre que a gente brinca de escolhinha a Rebeca é a professora legal e a Bianca é a malvada, que não deixa os alunos fazerem nada. Hahahahah Melhor ficar tudo como está!

As bailarinas

ImagemPrecisava hoje comprar roupas de balé para as meninas. Depois de ligar para algumas lojas e constatar que o kit bailarina não sairia por menos de R$70,00 pra cada uma, uma amiga deu uma dica de um lugar, que por divina provisão, estava com uma promoção do kit completo por R$55,00. Por isso hoje, no meio da tarde, enfiei a gangue no carro fomos até lá.

Estacionei do outro lado da rua. A Bianca estava tombada na cadeirinha dormindo. Consegui acordá-la, peguei o Felipe no colo, dei uma mão para ela e disse para a Rebeca se agarrar na minha bolsa para atravessarmos a rua em segurança. Ufa! Consegui!

Quando entramos, enchemos o lugar. A dona da loja e uma cliente me olharam e provavelmente pensaram que nunca tinham visto uma mulher tão descabelada. Rapidamente, para meu desespero, a gangue se separou para poder atuar nos quatro cantos do estabelecimento. O Felipe pulou dentro da vitrine, onde tentava abraçar um manequim de menina vestida de bailarina. A Bianca atacou os vestidos rosa rodados, e a Rebeca arrancou as sandálias e tentava calçar uma sapatilha de ponta.

Tentei reuni-los, mas foi em vão. Enquanto eu tirava o Felipe do mostruário, a Bianca arrancou a roupa e começou a colocar o vestido. A Rebeca correu para os fundos, entrou nos trocadores. Consegui conter o mais novo membro da gangue e fui tentar ajudar a numero 2 a se vestir. Nisso o garotinho escapou e foi apertar o bebedouro derramando água em todo chão. Minha vontade era sentar e chorar! Para piorar, meu cabelo parecia ainda pior.

Eu tentava conter a gangue quando entrou outra cliente. A vendedora fez o favor de atendê-la antes de mim. Finalmente chegou minha vez. As meninas experimentavam as roupas e o Felipe subiu no sofá e começou a mexer nos 35 panfletos diferentes que tinha em cima do balcão. Com suas hábeis mãozinhas misturou os papeis. Nessa hora, se eu tivesse uma corda, juro que amarrava o guri no pé de alguma mesa ou cadeira.

Fui tentar pegar ele, e como naquele desenho animado do Ligeirinho e Coiote ele escapou das minhas mãos e conseguiu derrubar metade de umas fotos que estavam expostas em um mural da loja. Arrumei os panfletos, as fotos enquanto a vendedora tentava tirar a sapatilha do pé da Rebeca, que não parava de dançar. Depois de 50 minutos, consegui pagar e ir embora. Atravessamos a rua de novo, prendi um por um em seus lugares, sentei, respirei fundo e pensei: sobrevivi!

A boca grande dos filhos e a certeza de que a laranja não cai longe do pé

bibi aldeiaLevar as crianças para a escola de manhã tem sido uma maravilha. Ao contrário do que alguns pensam, acordar cedo tem sido fácil para todos, pelo menos enquanto não começa o inverno. A manhã rende muito, já que o dia começa as 6h30.Neste horário todos estão mais tranquilos, e como as meninas só tomam leite antes de ir para a escola, minha vida está muito menos complicada sem aquele estresse de ter que almoçar rápido para sair.

O melhor de tudo isso é que entre 20h e 20h30, a gangue está em suas camas partindo para a terra dos sonhos. O ruim? Sábado e domingo todo mundo está de pé no horário de ir para a escola, ou seja, o dia começa as 6h30 também. Mas vale a pena!

O estacionamento da escola tem sido palco de muitos acontecimentos. Outro dia, quando fui buscar a turma, parei o carro, peguei as meninas na portaria, e fui colocá-las em suas cadeirinhas para irmos embora. Uma mãe estacionada ao meu lado olhou a cena e disse assim: “Nossa, seu carro parece uma lotação”. Tenho que confessar, que senti o maior orgulho! Afinal, ela só tinha UMA criança no carro!

A Bianca está a maior linguaruda. Ontem encontramos um amigo dela no estacionamento com o pai. Ela então apontou para o menino e disse assim BEM ALTO! “Olha mãe, esse é o menino que eu te falei que fica mordendo todo mundo”. O pai olhou para mim com aquela cara e eu sorri meio sem graça enquanto tentava contornar a situação dizendo para ela que eu tinha certeza de que ele não mordia todo mundo. Mas ela insistiu dizendo: “Ele morde sim. É só colocar o dedo na boca dele, que ele morde! Olha ele ali, mãe!”. Continuei andando, sem olhar mais para os dois.

Ontem depois da aula, ela me contou que uma amiguinha tinha dado um beijo na boca de um outro colega. “Não pode isso, né mãe? Só pode beijar quando é casado,né?” Eu concordei, claro. E hoje, para NOSSA ALEGRIA, quem a gente encontra no estacionamento? A amiga que deu o beijo acompanhada da mãe. Quando a Bianca a viu, acenou e disse bem alto, claro: “Olha mãe, a minha amiga que….. Aiiiiiiiiiiiiiiiii!!!!!!!!!!!!!” Antes que ela completasse a frase, eu dei um aperto na mão dela. Melhor prevenir do que passar vergonha de novo, não acha???

Sinceridade infantil e a vizinha malvada

dona-clotilde-bruxa-do-71-14O assunto morte tem sido a pauta de muitas conversas que tenho tido. Infelizmente, só neste começo de ano, duas pessoas da igreja que frequento faleceram de maneira bastante triste. O ultimo foi neste fim de semana que passou.

Por conta disso, hoje de manhã, quando fui levar as meninas na escola, encontrei uma amiga que trabalha lá e que frequenta a mesma igreja que eu. Começamos a conversar sobre o ocorrido e a filosofar sobre a morte. Enquanto falávamos, ela soltou uma frase, que como um gatilho, lembrou-me de uma história vivida pela minha avó materna, com a minha mãe.

Não sei que idade minha mãe tinha, mas com certeza não era mais do que 12 anos. Minha avó tinha uma vizinha que era muito malvada, no melhor estilo, o diabo não pode ir e mandou a secretária. Ela maltratava todo mundo, inclusive a filha dela, que era muito boazinha, mas muito doente. A tal moça morreu e minha avó e minha mãe foram até o velório dela para dar suas condolências a malévola senhora.

Chegaram lá, e logo encontraram a vizinha. Minha avó a abraçou e falou aquelas coisas que todo mundo fala tentando consolar quem ficou. Depois acrescentou: “Tadinha, era tão boazinha, uma pena”. A velha malvada concordou com a cabeça e acrescentou: “Pois é dona Vanda, Deus quer os bons”. E minha mãe, que já era bocuda desde aquela época, retrucou : “É por isso que a senhora não foi ainda”. Hahahahahahahaha! Com certeza ela deve ter levado um beliscão daqueles da minha avó! Hahahahaaha

Gordinha!

rebeca gordinha

Rebeca na versão gordinha do aplicativo FatBooth! Ainda bem que não é de verdade! hahahah

Desde que fiquei grávida pela primeira vez, lembro que fiz duas orações principais pela criança que eu carregava. A primeira, vocês já sabem, não queria um filho ou filha mosca morta. A segunda foi uma oração de gordinha: “Deus, que essa criança seja magra, e nunca tenha que fazer regime”.

Para você que é magro e nunca fez dieta na vida, essa oração pode parecer um absurdo. Mas para mim, que nem lembro a primeira vez que tive que fechar a boca e sofro do famoso efeito sanfona faz todo o sentido. Sei que tem muita coisa que eu poderia pedir, mas foi basicamente isso aí.

Nasceu a Rebeca que, para a minha alegria, até hoje, nunca esteve nem perto de ser gorda (e que Deus a assim conserve, amém?)

Mas, como vocês sabem, a Rebeca é a Rebeca. E outro dia, estávamos comendo com uns amigos quando ela diz assim para todo mundo ouvir: “Mãe, me dá mais um pedaço desse bolo que eu quero ficar gordinha igual você”. Se eu tivesse um gato morto, eu juro que batia com ele na cabeça dela até o bicho miar! Hahahahahahahaha!!!!

Viva a Independência!

A foto ficou horrível, mas amanhã tiro uma melhor para colocar aqui.

A foto ficou horrível, mas amanhã tiro uma melhor para colocar aqui.

As meninas estão na escola! Uma maravilha! As manhãs em casa estão mais tranquilas e silenciosas. O Felipe está comigo, mas depois que você cuida de três ao mesmo tempo, cuidar de um só é tão fácil que eu não sei como achava que uma criança dava trabalho. Na verdade, eu sei, mas isso é um outro assunto.

Por enquanto estou curtindo as delícias de ter UM filho por algumas horas. Ontem fui ao mercado com o Felipe. Foi o maior sossego. Só tinha ele para colocar e tirar do carro. Não tive que separar nenhuma briga pelo melhor lugar no carrinho de compras, ou ficar igual uma louca tentando manter todo mundo a vista.

Isso me fez pensar em como é bom ter um filho. Mas também em como é perigoso. Outro dia vi uma foto de uma criança que é filha única, com a seguinte legenda escrita pela mãe: “Minha vida”. Parei para refletir o impacto e a profundidade dessa frase. Pensei em como meu marido se sentiria ao ler algo assim. Pensei também o que aconteceria com a minha vida quando meu filho crescesse e fosse embora, minha vida também iria? O amor que a gente tem pelos nossos filhos é único, isso não se discute. Eu morreria para salvar minha gangue, mas eles serem a razão da minha vida? Será que é por aí?

Pensei nessa mãe no meu lugar hoje, no segundo dia oficial de aula. Estávamos descendo do carro em direção a sala quando a Rebeca anunciou: “Mãe, eu quero ir sozinha para a minha sala”. A Bianca, que atualmente poderia se chamar CTRL V, imitou: “Mãe, eu também quero ir sozinha”. Não levei o segundo pedido muito a sério. Mas fui surpreendida. Na metade do caminho, ela virou para mim, me deu um beijo e um abraço e disse tchau “Pode deixar que eu vou sozinha”. E lá foram elas. Fiquei olhando de longe, sentindo um baita orgulho delas.

Minhas meninas estão crescendo!

Eu e minha boca grande!

boca-com-ziperDomingo tomamos um susto. Nada com as crianças, mas com o Francisco. Ele acordou se sentindo meio zonzo, dor em um dos ouvidos e com um mal estar gigante. Tínhamos um compromisso na hora do almoço, e como não queríamos desmarcar de ultima hora, deixei ele em casa e fui sozinha com as crianças.

Quando voltamos no meio da tarde, ele estava pior. Sentia tontura cada vez que levantava e tinha vomitado no chão da sala. Deixei a gangue na casa da minha mãe e levei-o para a emergência de um hospital aqui perto de casa.

Fomos atendidos rapidamente. O médico que o examinou ficou preocupado, pois os olhos dele tremiam involuntariamente. Por isso, pediu que ele fizesse uma tomografia. Eu e minha boca grande começamos a perguntar para o médico o porquê de um exame desse tipo, e ele explicou mais ou menos assim: “Esse sintoma dos olhos podem indicar alguma coisa mais grave, precisamos descartar todas as possibilidades”. Claro que eu não fiquei satisfeita com a resposta e insisti querendo saber que tipo de coisas seriam essas… “Pode ser um AVC, labirintite, ou um tumor no cérebro”. Por que eu fui perguntar?

Depois de uma hora e meia de angustia veio o diagnóstico. Tomografia normal. Encontraram uma infecção no ouvido que atingiu o labirinto causando as tonturas e os outros sintomas. Quatro remédios para tomar, quatro dias de molho em casa.

Mas, minha boca grande não parou por aí. Enquanto o Francisco era medicado na enfermaria, um outro sujeito entrou com a esposa. Sem querer ouvi a conversa deles com o médico. Pelo jeito a coisa era grave, e o cara teria de operar no mesmo dia. Ele então perguntou se poderia se despedir do filho antes de ser internado. Com o consentimento do médico ele voltou até a recepção falar com o filho.

Curiosa, perguntei para o enfermeiro que nos atendia o que tinha de errado com o homem. Muito profissional, ele me respondeu que o caso dele era grave e eram outros “quinhentos”. Ao invés de me contentar, assim que o paciente voltou para a enfermaria, a bocuda aqui pergunta diretamente o que ele tinha. O cara ficou muito sem graça, e falou algo do tipo, “rasgou aqui em baixo”, apontando algo entre as pernas. Sim, estourou a hemorróida do sujeito, e eu, idiota, tinha que perguntar.

O Francisco estava dopado de Dramim, e nem percebeu minha gafe…. depois eu fiquei rindo sozinha da minha boca grande e pensando que perdi duas ótima oportunidades no dia de ter ficado quieta. Vivendo e aprendendo…

A letra do dia é C…. de CAOS

Ontem meus 3 filhos, na verdade pareciam 6! Foto by Elis Alves

Ontem meus 3 filhos, na verdade pareciam 6! Foto by Elis Alves

Ontem acordei no pé da cama, com a Rebeca e a Bianca dominando a cabeceira. Elas vieram por volta das seis da manhã, quando o marido levantou para ir trabalhar. Eu fui ao banheiro e quando voltei não tinha mais espaço. Eu tinha duas opções: empurrar as duas para o lado, correndo o risco de acordá-las e eu não conseguir mais dormir, e a outra era deitar de atravessado e descansar por mais uma hora. Nem preciso dizer que escolhi a segunda.

Levantei torta e mau humorada. E o dia não poderia ter sido pior. Enquanto eu colocava roupa no varal as crianças bagunçaram a sala e os três quartos. A casa parecia uma zona de guerra. A Bianca riscou a parede em dois lugares e o Felipe e ela subiram na caixa de brinquedos e conseguiram quebrá-la.

Na hora do almoço uma amiga passou aqui para pegar uma coisa. Enquanto eu conversava animadamente com ela na escadaria do prédio, esqueci a panela no fogo e queimei tudo o que tinha dentro. Quando sentamos para comer, a Bianca não queria o que tinha no prato e começou a fazer manha. Mandei-a para o quarto se acalmar. Depois de uns 10 minutos de choro, ela voltou, disse que queria dormir sem comer. Deixei e ela dormiu mesmo. “ Que sossego”, pensei.

Terminado o almoço, casa um caos, roupa para tirar do varal e outras para colocar, cozinha uma sujeira, banheiros um sofrimento, lembrei que a noite teríamos visita em casa, deu vontade de chorar. Para ajudar a Rebeca cantarolava a mesma musica desde que tinha acordado, sem comercial, no stop.

Coloquei o Felipe para dormir. A Rebeca entrou no quarto dele e despertou o piazinho que começou a pular no berço. Pulou com tanta força que conseguiu deslocar o estrado e tudo foi pro chão. Meu sangue ferveu. Dei uns gritos. Me assustei comigo mesma.

Depois de 10 minutos tentando consertar o berço, finalmente consegui. Coloquei o Felipe para dormir e a Rebeca continuava cantando a mesma música, igual vitrola quebrada.

Tudo para fazer. Respirei fundo e lembrei que as aulas começam dira 18. Ri sozinha. Se você for mãe, vai me entender.