Eu e minha boca grande!

boca-com-ziperDomingo tomamos um susto. Nada com as crianças, mas com o Francisco. Ele acordou se sentindo meio zonzo, dor em um dos ouvidos e com um mal estar gigante. Tínhamos um compromisso na hora do almoço, e como não queríamos desmarcar de ultima hora, deixei ele em casa e fui sozinha com as crianças.

Quando voltamos no meio da tarde, ele estava pior. Sentia tontura cada vez que levantava e tinha vomitado no chão da sala. Deixei a gangue na casa da minha mãe e levei-o para a emergência de um hospital aqui perto de casa.

Fomos atendidos rapidamente. O médico que o examinou ficou preocupado, pois os olhos dele tremiam involuntariamente. Por isso, pediu que ele fizesse uma tomografia. Eu e minha boca grande começamos a perguntar para o médico o porquê de um exame desse tipo, e ele explicou mais ou menos assim: “Esse sintoma dos olhos podem indicar alguma coisa mais grave, precisamos descartar todas as possibilidades”. Claro que eu não fiquei satisfeita com a resposta e insisti querendo saber que tipo de coisas seriam essas… “Pode ser um AVC, labirintite, ou um tumor no cérebro”. Por que eu fui perguntar?

Depois de uma hora e meia de angustia veio o diagnóstico. Tomografia normal. Encontraram uma infecção no ouvido que atingiu o labirinto causando as tonturas e os outros sintomas. Quatro remédios para tomar, quatro dias de molho em casa.

Mas, minha boca grande não parou por aí. Enquanto o Francisco era medicado na enfermaria, um outro sujeito entrou com a esposa. Sem querer ouvi a conversa deles com o médico. Pelo jeito a coisa era grave, e o cara teria de operar no mesmo dia. Ele então perguntou se poderia se despedir do filho antes de ser internado. Com o consentimento do médico ele voltou até a recepção falar com o filho.

Curiosa, perguntei para o enfermeiro que nos atendia o que tinha de errado com o homem. Muito profissional, ele me respondeu que o caso dele era grave e eram outros “quinhentos”. Ao invés de me contentar, assim que o paciente voltou para a enfermaria, a bocuda aqui pergunta diretamente o que ele tinha. O cara ficou muito sem graça, e falou algo do tipo, “rasgou aqui em baixo”, apontando algo entre as pernas. Sim, estourou a hemorróida do sujeito, e eu, idiota, tinha que perguntar.

O Francisco estava dopado de Dramim, e nem percebeu minha gafe…. depois eu fiquei rindo sozinha da minha boca grande e pensando que perdi duas ótima oportunidades no dia de ter ficado quieta. Vivendo e aprendendo…

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