As bailarinas

ImagemPrecisava hoje comprar roupas de balé para as meninas. Depois de ligar para algumas lojas e constatar que o kit bailarina não sairia por menos de R$70,00 pra cada uma, uma amiga deu uma dica de um lugar, que por divina provisão, estava com uma promoção do kit completo por R$55,00. Por isso hoje, no meio da tarde, enfiei a gangue no carro fomos até lá.

Estacionei do outro lado da rua. A Bianca estava tombada na cadeirinha dormindo. Consegui acordá-la, peguei o Felipe no colo, dei uma mão para ela e disse para a Rebeca se agarrar na minha bolsa para atravessarmos a rua em segurança. Ufa! Consegui!

Quando entramos, enchemos o lugar. A dona da loja e uma cliente me olharam e provavelmente pensaram que nunca tinham visto uma mulher tão descabelada. Rapidamente, para meu desespero, a gangue se separou para poder atuar nos quatro cantos do estabelecimento. O Felipe pulou dentro da vitrine, onde tentava abraçar um manequim de menina vestida de bailarina. A Bianca atacou os vestidos rosa rodados, e a Rebeca arrancou as sandálias e tentava calçar uma sapatilha de ponta.

Tentei reuni-los, mas foi em vão. Enquanto eu tirava o Felipe do mostruário, a Bianca arrancou a roupa e começou a colocar o vestido. A Rebeca correu para os fundos, entrou nos trocadores. Consegui conter o mais novo membro da gangue e fui tentar ajudar a numero 2 a se vestir. Nisso o garotinho escapou e foi apertar o bebedouro derramando água em todo chão. Minha vontade era sentar e chorar! Para piorar, meu cabelo parecia ainda pior.

Eu tentava conter a gangue quando entrou outra cliente. A vendedora fez o favor de atendê-la antes de mim. Finalmente chegou minha vez. As meninas experimentavam as roupas e o Felipe subiu no sofá e começou a mexer nos 35 panfletos diferentes que tinha em cima do balcão. Com suas hábeis mãozinhas misturou os papeis. Nessa hora, se eu tivesse uma corda, juro que amarrava o guri no pé de alguma mesa ou cadeira.

Fui tentar pegar ele, e como naquele desenho animado do Ligeirinho e Coiote ele escapou das minhas mãos e conseguiu derrubar metade de umas fotos que estavam expostas em um mural da loja. Arrumei os panfletos, as fotos enquanto a vendedora tentava tirar a sapatilha do pé da Rebeca, que não parava de dançar. Depois de 50 minutos, consegui pagar e ir embora. Atravessamos a rua de novo, prendi um por um em seus lugares, sentei, respirei fundo e pensei: sobrevivi!

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