A mão burra e outras anedotas

O trio nestas ferias comendo chocottone e vendo um desenho.

A gangue nestas ferias comendo chocottone e vendo um desenho.

Fiquei um tempão sem postar. Confesso que a preguiça bateu forte nestas férias. Mas também tenho um outro bom motivo. Em janeiro pintou um freelancer para fazer os textos de um jornal institucional e eu me afundei nisso nas ultimas três semanas.

Desde o último post muita coisa aconteceu. Mas hoje, depois da ressaca linguística, resolvi escrever para contar duas ou três coisas que a galera da gangue falou ou aprontou por aqui.

A primeira, claro, da Rebeca. Acho que já falei para vocês que essa garotinha veio com três olhos em cada um dos dedos da mão. Ela simplesmente não se contenta em olhar algo. Não. Ela tem que pegar, mexer, fuçar, apertar, sentir. Para você ter uma idéia do que eu estou falando, o banheiro da minha irmã, na casa dos meus pais, é trancado cada vez que ela vai lá. Motivo? Ela subiu na pia e escovou o dente com a escova elétrica da tia, passou seus batons e mexeu praticamente em tudo o que tinha no armarinho.

Esses dias atrás, ela machucou o dedinho da mão direita. Nada sério, um pequeno arranhão, mas que no imaginário infantil beira uma catástrofe. Na hora do almoço ela reclamou que estava doendo e que não poderia comer sozinha (cara de pau), precisaria da minha ajuda. Eu, que não sou boba nem nada, sugeri que ela usasse a outra mão. Por alguns minutos ela tentou. Mas depois da terceira colherada ela indignada disse: “Mãe, assim não dá! Essa mão é burra. Olha, ela não consegue segurar a colher direito”. Hahahahaha

A outra foi da Bianca. Minha mãe comprou uma carne especialmente para fazer espetinhos para os netos e nos convidou para o almoço. No carro, indo para a casa dela, perguntei para todo mundo quem queria espetinho. Todos vibraram! Até o Felipe disse que sim. A Bianca foi a única que não queria. Preocupada perguntei: “- Filha, você não quer comer espetinho?” E ela respondeu: “Eu não! Não quero ficar toda fulada!”. A gargalhada foi geral.

O Felipe continua sofrendo bullying nas garras das irmãs. Outro dia, ao pegá-lo no colo notei algo brilhante na boca dele. Se você pensou BATOM… Bingo! Tadinho!

Anúncios

A lenda da lancheira vazia

A  minha realmente grande família. Só faltou meu cunhado Steve.

A minha realmente grande família. Só faltou meu cunhado Steve.

Eu venho de uma família grande. Tenho cinco irmãs. Minha infância foi rodeada de muitas brincadeiras e imaginação fértil. Minha mãe sempre nos deixou muito livres no quintal de casa. Tínhamos uma casa de bonecas feita pelo meu pai, uma caixa de areia, dois cachorros, balanços, grama, joaninhas, tatus bola, formigas e um mundo a ser explorado.

Lembro muito bem de cavar na caixa de areia, fundo, bem fundo, tentando achar petróleo no quintal. Ideia vinda de uma das irmãs, depois de ler “O Poço do Visconde” do Monteiro Lobato.

Essa grande família tem muitas histórias. Já contei uma delas (para ler clique aqui). Mas, outro dia, recebi um e-mail de uma amiga, que trabalhou comigo há alguns anos atrás, me lembrando de uma digna de ser relatada aqui. Ela foi protagonizada por minha irmã, que hoje é artista, e não poderia ser diferente.

Minha mãe sempre foi linha dura no quesito alimentação. Se não comia o almoço, não comia mais nada até a próxima refeição. E adivinha o que tinha na próxima refeição? Sim, a comida deixada no prato.

Um dia, essa minha irmã em questão não queria almoçar de jeito nenhum. O Capitão Nascimento de saia então decretou: “Não comeu o almoço, não vai levar lanche para a escola”. Ela deu de ombros e foi para a aula. Lá pela hora do recreio a bichinha estava azul de fome. O buraco no estômago era grande, mas a lancheira estava vazia. Ela então começou a chorar desconsoladamente. A professora, muito querida e atenciosa, perguntou o motivo, ela claro, projeto de artista, respondeu aos prantos: “Meu pai está pobre, não tem dinheiro para comprar o lanche”. Resultado?! A professora fez a turma toda dividir seus quitutes com ela, que vitoriosa, encheu sua barriguinha.

Você pensa que a história acabou por aí? Não caro leito, com filhos, tudo pode ficar pior.

Vendo que sua estratégia deu certo, minha irmã novamente agiu. Outro dia em que o menu não agradou, deixou comida no prato e não levou lanche. Deu novo show na escola tendo um resultado ainda melhor. Foi comer na sala dos professores! Calcule o orgulho que ela sentiu dela mesma!

A professora preocupada com a falta de comida, mandou um bilhete para minha mãe, questionando o motivo dela não levar o lanche. Imagine você a embaraçosa surpresa ao ler a agenda da criança?

O fim da história é um enigma… fica a seu critério imaginar como terminou. De uma coisa eu tenho certeza, esse mundo dá muitas voltas. Descobri recentemente, que a tal professora da minha irmã, de 30 anos atrás, é hoje a diretora do colégio que as meninas vão estudar no próximo ano… eita mundo pequeno!

O corinthiano e seus três filhos

Definitivamente o Felipe não está com cara de corinthiano sofredor.

Definitivamente o Felipe não está com cara de corinthiano sofredor.

Como todo bom corinthiano sofredor, graças a Deus, meu marido foi assistir ontem a final do mundial de Clubes. O que se seguiu foram 90 minutos épicos, que ficarão para sempre marcados na história da nossa família.

Só para você entender um pouco a dinâmica das coisas. Aqui em casa, temos apenas uma televisão que fica na sala. Desde que casamos, conversamos que não íamos colocar o aparelho no quarto. Geralmente ficamos felizes com essa decisão, mas tem dias, como ontem, que meu marido se arrepende profundamente do acordo televisivo!

Eram 8h30 de Brasília, quando o juiz apitou o início do jogo que seria a redenção para a Nação Corinthiana. Meu marido se aprumou no sofá com sua camiseta do Timão e pediu para que eu uniformizasse o piázinho de acordo com a ocasião.

As meninas queriam um desenho, mas com a negativa do pai, resolveram brincar na sala enquanto rolava o jogo. Em um dos primeiros lances importantes a Rebeca, sem querer, passeou com sua Barbie na frente da TV. O marido quase teve um treco! Falou com ela tentando conter a indignação e a reação natural de gritar, como se tivesse no estádio: “Rebeca, se for passar na frente da TV, por favor, faça isso engatinhando”. Ela, chateada respondeu: “Mas pai, eu não sou boi para andar desse jeito”.

Enquanto o marido olhava fixamente para o jogo, o Felipe pegou o controle remoto e sem querer trocou de canal. Para piorar, antes que o Francisco pudesse pegar o negócio novamente, ele derrubou o treco, que para a tristeza geral da nação corinthiana, se abriu, atirando pilhas para um lado, e os resto das partes para o outro. Desesperado, indignado, quase chorando, o Francisco tentava juntar tudo para voltar ao jogo. Confesso que nessa hora, eu ri muito, por dentro…. claro.

Quando finalmente ele conseguiu montar tudo no lugar e voltar para o canal certo, as meninas começaram a brigar. Ele tentava ouvir alguma coisa, sem sucesso, por isso colocou o volume da TV nas alturas. Literalmente uma casa de um bando de loucos.

Para tentar acalmar os ânimos, liguei o computador do meu quarto em um desenho e chamei a gangue para deixar o pai tendo um ataque cardíaco sozinho na sala. Consegui contê-las, mas o Felipe ficava indo e voltando.

O segundo tempo seguiu mais calmo. Quando finalmente saiu o gol, meu marido gritou tanto, mas tanto, que assustou o pobre do Felipe, que abriu a boca a chorar. Depois de conseguir acalmá-lo, tudo ficou bem. Timão Campeão, marido vivo e feliz, e um filho pé quente, já que desde que nasceu só viu o Corinthians ser campeão.

Só para esclarecer, sou palmeirense, hoje reprimida. Mas, por favor, não faça piadas com meu time.

Pode isso Arnaldo?

Começo o post de hoje revelando uma verdade assustadora sobre a educação de filhos: Depois que você ensina algo para eles, fique atento, tudo pode ser usado contra você. Provei dessa amarga e vergonhosa verdade essa semana.

Essas são as carinhas desaforadas que vejo quando olho no retrovisor. Pode isso Arnaldo?

Essas são as carinhas desaforadas e fofas que vejo quando olho no retrovisor. Pode isso Arnaldo?

Estávamos no carro, eu e a gangue. Eu dirigia pelo maravilhoso canteiro de obras que está nossa querida cidade de Curitiba, em cima da hora para um compromisso. Tentava manter a calma no volante, enquanto algumas lesmas passeavam pelas ruas, em seus super carros turbinados, que nunca chegam a conhecer a quinta marcha.

Pois bem, entrei em uma rua, e como ia virar para a esquerda pedi passagem para uma mulher, que como uma curitiboca da gema (eu sou curitibana tá?!), me ignorou completamente. Fiquei muito brava. Mais brava ainda quando depois que o carro de trás da mulher me deixou ir, ela veio para a pista que eu estava anteriormente, porque alguém deixou ela passar. Perdi o bom senso, e, na frente das crianças falei (confessar faz bem para a alma): “Que anta, mal educada”.

Pronto, foi um prato cheio para a gangue. Começou pelo discurso da Bianca: “Mãe, ela não é uma anta, é uma pessoa”. Seguida da Rebeca: “Mãe, você não pode falar assim das pessoas, é falta de educação, não faça mais isso”. Até o Felipe que não fala, em seu bebenez falou alguma coisa que parecia uma bronca também.

A lição de moral continuou por mais algumas quadras, quando finalmente envergonhada pedi perdão a eles e disse que nunca mais ia fazer isso… pelo menos não em voz alta na frente deles ;P. E você, já tomou sabão de criança?

Bianca e a dor de barriga

Como vocês já sabem, a Bianca gosta muito de comer. Mas, as vezes, este hábito tem suas consequências.

Na semana passada depois de jantar um bom prato, ela comeu duas bananas amassadas com aveia, tomou um monte de água e fechou a noite tomando quase 250ml de leite com Nescau. Em seguida deitou no meu colo e disse: “Ai mãe, minha baiga tá duendu. Acho que comi muitu“.

Tive que rir. No dia seguinte, ela contou para a tia Elis o que tinha acontecido e a tia documentou.

Para você rir também, aí vai o vídeo da explicação dela sobre o incidente.

Quem é que manda aqui?

Dá para acreditar que essa delícia consegue tirar a gente do sério? Delíciosamente terrível!

Dá para acreditar que essa delícia consegue tirar a gente do sério? Delíciosamente terrível!

Existe um fenômeno infantil que acomete as crianças quando fazem dois anos. Em inglês chama-se “terrible twos”, ou os terríveis dois anos. Para você que não tem filho e nunca ouviu falar disso, deixe-me explicar o que significa.

Pouco antes do aniversário de dois anos do seu filho, ele percebe que é gente, ou pensa que é gente. Começa então a ter idéias, a pensar, e a querer as coisas do jeito dele, igualzinho a gente. Só que como ainda não tem maturidade, dá piti, xilique e faz a gente passar vergonha. Você que não tem filhos, provavelmente já viu a cena de uma pessoinha fazendo os pais passarem maior carão no mercado e pensou: “Meu filho nunca vai fazer isso”. Espere ter os seus e depois a gente conversa. E quando você vê um adulto agindo igual uma criança de dois anos quando as coisas não acontecem do jeito que ele quer, provavelmente os pais não o ensinaram como reagir quando ele tinha essa idade. (Minha teoria… hehehehe)

Pois bem, a minha adorável Bianca está nesta primeira adolescência da vida. Está medindo forças o tempo todo para descobrir quem é que manda. Outro dia, eu estava almoçando na casa dos meus pais com minha irmã. Ela começou a querer sair da mesa, e minha irmã chamou a atenção dela. Ela muito brava respondeu: “Você não manda em…” cortei a frase antes que ela terminasse, dando a chance de ela se redimir antes de falar o que não devia. Perguntei: “Como é que é Bianca? O que você vai dizer? Olha lá…” Ela parou, olhou para mim, para a tia e disse: “Você não manda nesse vestido”. hahahaha!

Tivemos que nos segurar para não rir. Ela já está dominando a arte de tentar enrolar a gente!

 

Será que comeu um vidro de pimenta?

Estes dias a Rebeca está atacada! Parece que comeu um vidro de pimenta. Você deve estar pensando que isso é normal, principalmente vindo dela. Mas, depois de umas semanas relativamente calmas, ela atacou novamente.

Um dos “momentos” dela foi no último sábado. Eu estava fazendo o almoço e ela queria me ajudar de qualquer jeito. Então pedi a ela que abrisse a geladeira e pegasse uma verdura que estava na gaveta embaixo. Ela pegou de um jeito tão empolgado que quase destruiu o pobre vegetal. Eu a repreendi dizendo que fosse mais delicada com as verduras para não estragá-las. Ela então, no seu melhor estilo “Felícia”, começou a pegar cada saco de verdura que achava nas prateleiras da geladeira e beijá-los dizendo: “Ai que fofura você, lindo…”. Fala sério?!?!?

Ontem ela queria tomar banho de manhã, já que não tinha tomado no dia anterior. Eu deixei, e liguei o aquecedor. Depois de uns 15 minutos eu estava na cozinha arrumando as coisas quando comecei a ouvir umas risadas, conversas e barulho de criança brincando. O som estava meio abafado. Mas, como não tinha choradeira, não fui olhar. Dali a pouco ouço um choro de manha da Bianca e fui procurar onde eles estavam. Encontrei a gangue toda tomando banho. A Rebeca ligou o chuveiro e liderou o grupo para debaixo das águas. Tive que rir da cena. O melhor que ela já tinha adiantado o serviço e lavado o cabelo de todo mundo, por isso o choro da Bianca.

E para encerrar o momento pestinha dela, hoje ela me chamou para ver algo lindo.Foi quando o pobrezinho do Felipe entra na sala de vestido. Eu expliquei para ela que meninos não usam vestido. Mas ela argumentou: “Mãe, ele está vestido de Davi”. Ela tem um livro que conta a história de Davi e Golias, e realmente Davi está de vestido. Vou falar o quê?

Tenho razão ou não? Pimenta nos olhos dos outros é refresco…

Na calada da noite…

Finalmente, depois de praticamente 20 dias estou eu aqui novamente com meu netbook, ou metade dele. Meu amigo olhou, cutucou, mexeu, e descobriu que o problema é realmente a tela  quebrada. Custo total aproximado da obra: US$  70. Como o mar não está para peixe, liguei o netbook na tela do PC que tenho em casa e aqui estou eu escrevendo, às 23h. Todos os animais da floresta estão dormindo.

Até tentei começar um texto outro dia. Mas como tenho que ficar no meu quarto para fazer isso, a gangue, sem supervisão, é como uma bomba prestes a explodir. Só para você entender a dinâmica. Na tentativa anterior, enquanto eu conectava os cabos e ligava os breguenaits, vieram a Bianca e o Felipe com cola branca nas pernas e mãos, mostrando o serviço. Claro, a Rebeca forneceu o material. Convencidos? Enfim. Aqui estou eu, tarde da noite. No horário que dá.

Como eu também preciso dormir. Vou só contar uma história rápida que aconteceu estes dias. Minhas filhas amam esse negócio de casamento. Sempre brincam com o assunto, uma é noiva, o bicho de pelúcia é o noivo, imitam as falas do pastor, “você aceita… e eu os declaro marido e mulher”, essas coisas.. Pois bem, ontem o Francisco fez alguma coisa para a Bianca que ela ficou chateada. E ela, no auge dos seus dois quase três anos, foi igual uma adolescente, emburrada para o quarto dela.

Quando o Francisco percebeu o que tinha acontecido, foi atrás dela para conversar, se acertar. Eu fiquei na sala, só ouvindo, e a Rebeca curió – gíria que meus amigos mineiros usavam na minha época para dizer que a pessoa era intrometida e curiosa- foi atrás.

Conversa vai, pedido de perdão vem, abraços e beijos das duas partes, quando ouço a Rebeca falando assim: “E eu os declaro, pai e filha, podem se abraçar”. Hahahaha! É uma figura!

Acidente doméstico

Queridos leitores,
Há aproximadamente sete dias atrás, meu netbook sofreu um acidente. A princípio, não foi nada grave, apenas os suficiente para a tela não funcionar. O pobrezinho sofreu uma queda. Sim, foi um dos membros da gangue que realizou o atentado, para surpresa de todos, o mais novo.

Esse membro em questão tem colocados as mangas de fora. Sobe em tudo o que pode e não pode. Foi como alcançou o pobre computador, que não teve chance de reagir e fugir.

Portanto, até segunda ordem, os posts estarão off.

Despeço-me com uma pérola da Bianca que aconteceu essa semana. Depois de levar uma bronca de mim, trocamos o seguinte diálogo.

Bianca: Tô bava sua….
Eu: Olha lá o que você vai dizer….
Bianca: Sua…..
Eu: Olha…..
Bianca: Sua…..
Eu: Olha…..
Bianca: Sua…..
(olhando para todos os lados, tentando pensar em algo, quando viu a porta do quintal e falou)
Bianca: Sua……… sua…. porta!

Hahahahahaha!

A plataforma assassina

Meninas são tão complicadas quanto as mulheres. Acredite. Outro dia fomos a um aniversário e a filha de uma amiga que estava toda fashion de calça, ao ver as minhas filhas de vestido, abriu a boca a chorar dizendo que estava feia! Esse tipo de experiência, só entende quem tem pessoas do gênero feminino debaixo do teto. Nem tente, se você só tem meninos.

Pois bem, na segunda, quando o Francisco chegou em casa do trabalho, inspirados pelo clima do horário de verão, resolvemos sair a pé com as crianças para tomar um sorvete na banquinha. A ordem era sair rápido, sem enrolação, se é que isso é possível quando se tem qualquer número de filhos, quem dirá com três.

Felipe de crocs, Rebeca de sandália, Bianca com sapato plataforma. (imagine comigo um filme mostrando os pés das crianças e de repente, voltando para os pés da Bianca). Como a Bianca tropeça até em algodão, imagine o caos que seria ela, com uma plataforma maior do que o pé, andando pelas calçadas de paralelepípedo. Preparei-me para a batalha. “Filha, vamos trocar de sapato, com esse você não vai conseguir andar direito. Vamos colocar essa outra sandália linda que você ganhou da Karem, olha que graça”. Quanto mais eu tentava convencer, mais enfático o “NÃO” ficava. Desisti.

“Quer ir assim? Ok. Só depois quando você cair, não vem chorando que não vou te acudir”. Como se a gente que é mãe conseguisse fazer isso, mas não custa ameaçar. Saímos todos andando. Menos a Bianca, que foi tropeçando.

Na primeira esquina ela já tinha caído duas vezes e ralado o joelho uma. Mais três metros, mais um tropeção, dessa vez sem cair, já que ela resolveu me dar a mão. E o passeio se seguiu em um cai e levanta frenético seguido por choros rápidos e uma cara de “eu te avisei” da mãe aqui.

Saldo do passeio: Três crianças lambuzadas. Bianca com a perna ralada em quatro lugares diferentes. Nunca mais ela coloca a plataforma. Ah… como seria bom se isso fosse realmente acontecer…. mas… mulheres são complicadas….